Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 20/06/2021

O livro “O cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que conciliar a consciência ambiental com o desenvolvimento em diversos âmbitos é fundamental para a perpetuação do meio ambiente. Assim, seja pela degradação causada ao meio ambiente pela priorização do desenvolvimento econômico, seja pela falta de políticas públicas relacionadas ao armazenamento dos rejeitos produzidos pela mineração, o problema permanece afetando silenciosamente grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que, nesse contexto, a deterioração do meio ambiente provocada pela busca do desenvolvimento da economia sem a preservação dele contribui para que o problema se intensifique. Isso porque as atividades que impulsionam esse desenvolvimento, na maioria das vezes, poluem a natureza de alguma forma e essa poluição contínua provoca, com passar dos anos, prejuízos que podem ser irreversíveis, como o esgotamentos de recursos naturais e danos aos ecossistemas. É possível perceber esses fatos em uma reportagem da universidade UNICAMP que mostrou que a lama proveniente do rompimento da barragem de Mariana possui certa quantidade de um mineral que extinguiu as matas próximas ao rios e se depositou no local, impedindo que a mata cresça novamente. Dessa forma, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro de danificação.

Ademais, também, é importante destacar que a falta de políticas públicas corrobora de forma intensiva para o entrave. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personagem política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma inconformidade quando o assunto é a acumulação dos rejeitos produzidos pela atividade mineradora e a atuação do Estado brasileiro, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve o povo com ações, planos e metas que atuem no combate a esse tipo de ação, fazendo com que sua resolução seja quase utópica. Logo, é substancial a mudança dessa situação.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Ministério do Meio ambiente, desenvolver políticas que visem a conscientização da sociedade acerca da preservação da natureza juntamente com um desenvolvimento menos poluente à ela. Tal ação deve ser feita por meio de palestras, seminários, fóruns, campanhas e propagandas na televisão e em outras mídias sociais em geral com o intuito de amenizar o desequilíbrio existente na relação entre o progresso do país e a preservação do meio ambiente. Só assim, o país tornar-se-á mais consciente e desenvolvido.