Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 19/06/2021

O livro ’’ O Cidadão de Papel ’’ de Gilberto Dimenstein propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar como mazelas que atingem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o desastre de Mariana afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pelas falhas da fiscalização ambiental, ou seja pela falta de consideração com questões ambientais, o problema persistindo silenciosamente grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeira análise, é importante destacar que falhas na fiscalização ambiental corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque, ainda há 23 barragens, de um total de 299, em que possuem alto risco de se romper. Mesmo assim, não são realizadas ações para o seu conserto, famílias têm de deixar suas casas, onde muitas barragens não possuem nem uma previsão de manutenção. Por fim, entende-se que o problema tende a persistir, caso não haja intervenção.

Além disso, outro fator influenciador desse problema é a falta de consideração com questões ambientais. Nesse sentido, o impacto que o rompimento das barragens causou e pode ainda vim à causar no meio ambiente é extremamente desastrosa. Isso devido a lama que é derramada, que contém uma parcela apreciável de sílica, que devasta as matas ciliares e impedir a sua recomposição. Assim, fica claro que o legado de negligência e ignorância frente ao desastre ambiental persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento ecossistêmico.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para o cenário vigente. Para isso, a Agência Nacional de Mineração (ANM), deve aumentar e melhorar sua fiscalização por meio de ações concretas em relação ao conserto das barragens em maiores riscos, a fim de amenizar os riscos tanto para a natureza tanto para as famílias que vivem ao redor. Sendo assim, o país pode ser visto com maior responsabilidade ambiental.