Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 18/06/2021

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” essa é uma frase famosa dita pelo grande químico, Antoine Laurent Lavoisier, onde podemos ver claramente a importância de associar a industrialização com os cuidados ao meio ambiente. E isso não se trata apenas da preservação da natureza, mas da preservação de todo o nosso ecossistema. É fato que o meio ambiente não precisa da humanidade para sobreviver, mas nós sem dúvidas precisamos dele para suprir com nossas necessidades, tanto de alimento quanto de qualquer outro tipo de produto. Além é claro, do mais essencial para nossa vida, a água e o oxigênio, que são tratados de forma tão negligente pelas indústrias e comércios.

O desastre em mariana é só mais um entre muitos outros, e não será o último deles. Ele só prova o quanto temos que nos esforçar para encontrar outras alternativas que possam ser menos agressivas ao ecossistema de extrair os recursos que precisamos. E não só isso, essa tragédia mostra também a indiferença do governo e das grandes empresas com a preservação do local. A falta de preocupação e cuidado com a barragem, deixou sequelas irreparáveis, tirando mais de 19 vidas e causando uma destruição total ao lugar, o tornando inabitável, sendo assim, deixando mais de 1.265 pessoas desabrigadas e sem qualquer bem material.

Segundo estatísticas, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) existem 299 barragens, das existentes, cerca de 180 estão com alto potencial de risco. Como por exemplo, na cidade de Mariana, Minas Gerais, onde ocorreu o rompimento da barragem de fundão no qual foi devastador e o pó de minério contaminou o rio doce, a principal afluente da região. Isso torna-se ainda evidente quanto de desenvolvimento ainda precisa ser feito para que a extração de recursos naturais ocorra com o mínimo de agressão.

Com isso, chegamos à conclusão de que o primeiro passo para conciliar o desenvolvimento com a sustentabilidade é procurar fiscalizar essas barragens de forma eficiente, e que tenham consciência ambiental a fim de ter progressão e não lucros apenas. Outro passo importante a ser tomado é a exigência de uma atualização nas leis ambientais pelo poder legislativo, que exija, dos empresários, uma carta que comprove que os efeitos gerados por sua empresa são mínimos para o meio ambiente, caso não tenha essa carta o governo proibir a construção da empresa.