Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 20/06/2021
Segundo o filósofo Jean Paul Sartre, “o ser humano é inteiramente responsável pelos seus atos, cabe a ele então, escolher a melhor maneira de agir”. Desde o início do século XXI, o Brasil já vivenciou diversos desastres adjuntos à intervenção do homem na natureza. Pode-se então perceber, que os desastres estão diretamente ligados a má administração dos recursos naturais e ao capitalismo industrial contíguos ao excesso de maquinários.
A ruptura da barragem da empresa Samarco Mineração S.A ocorreu em novembro de 2015, na cidade mineira de Mariana que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possui cerca de 61mil habitantes. Localizada no Quadrilátero Ferrífero, é uma das maiores regiões que produzem minério de ferro para exportação. A barragem foi construída como o objetivo de conter os rejeitos da extração do minério de ferro das minas da região, entretanto o acumulo de aterro durante vários anos fez com que a barragem não aguentasse e viesse a romper.
Com milhares de espécies animais, tanto terrestres, quanto aquáticas, mortas, várias famílias desalojadas e uma economia, principalmente baseada na pesca, devastada, a tragédia de Mariana foi considerada o maior desastre ambiental do mundo nos últimos 100 anos. O professor e biólogo Paulo Jubilut explica, que devido à alta densidade que a água se encontra, é impossível que animais vivam naquela localidade devido à falta de oxigênio. Com as mortes ocorridas o ecossistema do local foi totalmente desregulado e além disso ribeirinhos que dependiam da pesca para a sua sobrevivência também foram diretamente afetados.
Nesse viés, percebe-se a necessidade de uma intervenção do Estado e da população para que haja uma melhor manipulação do patrimônio cultural. Desse modo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Justiça Federal, a criação e ampliação de leis ambientas mais rigorosas para que seja efetuada uma melhor fiscalização e aplicação de multas na presença de quaisquer irregularidades. Ademais, a secretaria de cada município deve promover palestras à população para que, assim, se possa oferecer informações a respeito do uso correto e preservação do meio ambiente.