Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 19/06/2021

No filme “As mil palavras”, com Eddie Murphy, nasce uma arvore no quintal de Jack, um agente literário, e a cada palavra dita por ele, uma folha despenca, representando a proximidade da morte de Jack. Fora da ficção, esse roteiro pode ser facilmente representado pela conexão do ser humano com a natureza e a importância dela no planeta, sendo assim, torna-se notório o valor da natureza para a sobrevivência dos ecossistemas e para a economia mundial.

Em primeiro plano, deve-se salientar que após o desastre ambiental de Mariana, milhares de pescadores tiveram sua principal fonte de renda comprometida por causa da poluição naquela região. Pesquisas da Superintendência Federal da Pesca, no Espírito Santo, indicam que mais de 3 mil pescadores foram atingidos de alguma forma pelo desastre ambiental. Desse modo, fica evidente que, a destruição causada pelo acidente em Mariana, afetou não somente o meio-ambiente como também a economia.

Concomitantemente a isso, está a necessidade da extração de recursos minerais que são de suma importância no processo siderúrgico, tendo em vista que o Brasil possui a maior siderurgia da América Latina e uma das maiores do mundo, que se localiza em Volta redonda, no Rio de Janeiro. Ademais, deve-se reconhecer que esse processo também é importante economicamente para o Brasil, uma vez que renderam cerca de 26 bilhões de dólares ao país, de acordo com a AEB (Agencia Espacial Brasileira).

Diante desse dilema moral, torna-se evidente que conciliar a consciência ambiental com o desenvolvimento é de dever do Ministério do Meio Ambiente, responsável pela proteção do ecossistema brasileiro, aliado ao Ministério de Minas e Energia e do Departamento Nacional de Produção Mineral, que são responsáveis pela fiscalização do extrativismo no Brasil, realizar operações com o objetivo de corrigir possíveis erros administrativos, com o objetivo de preservar a natureza sem atrapalhar a economia da nação.