Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à saúde e bem estar social, assegurados pelo Estado. Porém, o vasto número de desastres ambientais, vistos no Brasil, violam esses direitos tão básicos. Nesse caso, a falta de investimentos e cuidados com omeio ambiente e a ocupação de locais ambientalmente delicados, são, de modo geral, deslizes humanas que podem valer vidas e biomas completos. De fato, desastres vistos atualmente, como os rompimentos das barragens posicionadas nas cidades de Mariana e Brumadinho, seriam capazes de ser evitadas, nos dois casos, se houvessem investimentos na infraestrutura das mesmas. Além disso, diversas outras áreas ambientais enfrentam o mesmo problema, como lagos e mares com o despejo de dejetos industriais, que resulta na morte de seres aquáticos; a atmosfera com a liberação de gás carbônico em forma de poluição, que agrava diretamente o efeito estufa; e as áreas verdes com o desmatamento de grandes florestas para a agricultura e a pecuária. De modo igual, a ocupação habitacional de áreas de risco se tornou um dos maiores problemas advindos da Primeira Revolução Industrial, visto que até aquele momento as pessoas viviam majoritariamente no campo. Entretanto, com o avanço da industrialização, a urbanização desenfreada resultou em assentamentos habitacionais em regiões precárias. Em consonância, a ocupação, pela população pobre, de morros e encostas, locais conhecidos por serem ambientalmente frágeis, resulta em maiores chances de enxurradas e deslizamentos de terra, o que coloca em risco a vida de pessoas, plantas e animais que ali vivem. Assim, a prevenção de desastres ambientais no Brasil é notoriamente necessária. Logo, o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Segurança Pública, deve aumentar a fiscalização de regiões vulneráveis à acidentes ambientais, com a criação de um Calendário de Visita para essas áreas, capaz de assegurar que ao menor sinal de fragilidade, os moradores próximos desses locais sejam evacuados.