Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 18/06/2021

Em Novembro de 2015, Bento Rodrigues, distrito da cidade de Mariana (MG), foi completamente dizimado pela maior tragédia socioambiental da história do Brasil: o rompimento da Barragem de Fundão, que era responsável pelo apresamento de dejetos de negócios da mineradora da empresa Samarco. Esse desastre foi responsável por perdas socioculturais, ambientais e humanas que são incomensuráveis ​​pelo crivo econômico; além de ter transmitido a morte de 19 pessoas, desalojou cerca de 360 ​​famílias, interrompeu o funcionamento da Usina Hidrelétrica de Candonga - que fomentou uma crise de abastecimento hídrico em 9 cidades circunvizinhas -, percorreu o trajeto do Rio Doce e desaguou no mar, a defaunação de diversas espécies vegetais e animais. Há quase 3 anos completos da ocorrência,

Segundo um estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), quase 30% dos atingidos pelo desastre report com doenças psíquicas, tais como a ansiedade e depressão, sobretudo as crianças. Esse índice é cerca de 5 vezes maior que o percentual de ocorrência no restante do país. O desastre poderia ser evitado com a promoção de fiscalizações pela Secretaria do Meio Ambiente, haja vista que a pressa por exportar os minérios negligenciou a atenção para as normas de segurança que deveriam ser adotadas pela empresa, como o uso de sirenes e um plano emergencial para possíveis acidentes.

Contudo, as consequências dessa catástrofe socioambiental se perpetua até os dias de hoje, mesmo após três anos desse desastre. Conforme divulgado pelo Ministério da Agricultura, cerca de 247 famílias foram afetas diretamente com o acontecimento e, por volta de 11 toneladas de seres vivos foram subterrados nesse local, isso por conta do assoreamento do rio avançada pela lama rica em resíduos de minério daquele local. Ademais, é possível afirmar que esses acontecimentos proporcionam grandes prejuízos econômicos, ambientais e até mesmo, culturais.

Em vista disso, vale lembrar a população, seja nas mídias ou nas redes, que o Estado existe e pagam-se impostos para que cumpra seu papel. A fiscalização da empresa, seria imprescindível para a segurança e o bem-estar da população. Sendo assim, a população deve cobrar uma justiça pelo caso. Poucos fiscalizadores mudariam a história do Brasil, como dizia Margaret Mead - “Nunca duvide da capacidade de um pequeno grupo de cidadãos dedicados para mudar os rumos do planeta. Na verdade, eles são a única esperança para que isso possa ocorrer”.