Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
O desastre ambiental ocorrido em 2015 na cidade de Mariana / MG, o qual despejou 40 a 50 milhões de m³ de rejeito, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, causando danos reparáveis e irreparáveis à população. Danos estes causados muitas vezes pela desinformação social a respeito do meio ambiente e também pela negligência do Estado. Foi o maior da história no último século.
Convém ressaltar, o quanto é retirado do meio ambiente muito mais do que é necessário, muito mais do que o imprescindível para a vida, isso porque nosso modo de viver está intimamente associado ao consumismo. Essa mentalidade de consumir cada vez mais contribui para a continuidade da problemática, prova disso é o fato de que se necessitamos, por exemplo, de certa quantidade de madeira para a construção de básicos, descobrimos uma maneira de inventar algo de que não necessitamos e acabamos extraindo muito mais do que a quantidade inicial. Essa é, então, uma exploração totalmente irresponsável.
Ademais, conforme a lei 6.938 o estado deve preservar e restaurar recursos ambientais. Entretanto, acontecem atitudes contrárias a esse respaldo legislativo, uma vez que autoridades não realizam inspeções apropriadamente. Um dos responsáveis pelo acontecido em Mariana são os órgãos de fiscalização (DNPM e FEAM), pois emitiram, recentemente, relatórios que atestavam às condições de segurança das barragens da Samarco. O que nos mostra a negligencia do governo, deste país.
Portanto, para haver uma prevenção de desastres causados pelo ser humano, para que nunca mais ocorra outro desastre como o de Marina. O governo e os órgãos de fiscalização deverão fazer uma fiscalização em todas as empresas de todo o país, e o cumprimento da lei. O governo, especificamente os órgãos de fiscalização, deve fazer vistorias sempre nas empresas, com criação profissional, para fazer uma análise ao fim de saber se as empresas estão cumprindo com as leis e se não estão causando danos no meio ambiente e na sociedade. Deve-se começar assim que possível, quando tudo estiver organizado já pode começar o trabalho. Desse modo, evitar perdas da biodiversidade, refreando o efeito estufa, e mortes indesejáveis de pessoas devido a catástrofes causadas pela imprudência do homem.