Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 21/06/2021
É de conhecimento geral que o desastre de Mariana, no dia 5 de Novembro de 2015, em Minas Gerais, foi um dos maiores do Brasil em décadas e, além de causar diversas mortes, desabrigou mais de mil moradores da cidade de Bento Rodrigues e outras, despejando nestas mais de 40 milhões de metros cúbicos em rejeitos minerais. A SAMARCO, empresa que mantêm a barragem, ainda sofre as consequências por sua ganância em expandir seus rendimentos. Porém, é de fato possível que agora esta tenha lucro enquanto pensa em questões ambientais?
Segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Sistema de Gestão de Segurança de Barragem de Mineração (SIGBM), existem no Brasil 445 barragens inseridas na Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), das quais 47 se encontram em alto risco (CRI), 251 tem alto Dano Potencial Associado (DPA), estando 36 na classe A (maior risco total); e 3 na atualidade se encontram no nível 3 de risco, onde está eminente ou ocorrendo situação de ruptura, todas em Minas Gerais e atualmente desativadas (não estando incluídas as que já se romperam).
Certamente, o rompimento da barragem ainda traz múltiplas dívidas à mineradora. As centenas de desabrigados e/ou desempregados ainda exigem seu direito de remuneração. Já foram desembolsados por volta de 18 bilhões de reais para reparação, compensação e indenização dos ocorridos, através da fundação RENOVA. Mas independente disso, a negligência ocorreu e continuou acontecendo, afinal, quatro anos depois, em 25 de Janeiro de 2019, deu-se o incidente de Brumadinho, dessa vez a barragem era pertencente à VALE, associada à SAMARCO. As pessoas que viviam nessas cidades sofreram traumas inesquecíveis, perderam suas memórias, amigos e familiares, a natureza seus rios, plantas e animais, e as cidades próximas, sua economia, tudo por causa dessa inobservância. A população não tem confiança nem na água que lhes é fornecida, pois não creem nas ações da empresa e dos órgãos governamentais. Agora, resta que as mineradoras procurem encontrar o ponto chave entre consciência ambiental e lucro.
Portanto, é necessário que estas revejam suas ações e tomem providência de quaisquer desmatamentos, poluições e infiltrações. Com o interesse em ter lucro, a SAMARCO e a VALE usaram (ou deixaram), em Mariana e Brumadinho, o mesmo modelo de barragem, sendo esse o mais barato e instável. Hoje, é possível ver que isso custou caro. Sendo assim, estas devem se atentar à manutenção das barragens, para evitar maiores problemas com relação ao meio ambiente, poupando a vida da fauna e flora dos locais. Logo, é de extrema importância conciliar uma consciência ambiental e o desenvolvimento da empresa.