Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 20/06/2021
O incidente de Mariana e a falha do governo
O desastre de Mariana marcou muitas pessoas, além de causar uma serie de questionamentos sobre a segurança das barragens e o que poderia ser feito para ter-se evitado essa tragédia.
A negligência dos órgãos governamentais teve uma grande consequência no incidente de Mariana nos mostrando como o governo reage (ou não) a acontecimentos dessa natureza. Erros desse tipo não deveriam acontecer já que existem mecanismos que se corretamente aplicados tais problemas seriam imediatamente resolvidos antes que alguma catástrofe aconteça.
Mais da metade da biodiversidade da região de Mariana foi perdida por um simples erro que a empresa e o governo cometeram, a contaminação dos rios que levou seus dejetos ao mar causando um prejuízo imenso para várias outras regiões, morte de vários animais daquela região e a contaminação e destruição de várias áreas de preservação. Além disso a população daquela região que perdeu seus bem materiais, a perda de familiares e sofreu com a falta de moradia, o despreparo das autoridades e da empresa em resolver as demandas criadas e pela dificuldade de se sustentar após o ocorrido.
Após o incidente o governo mineiro começou a analisar quais das suas 229 barragens seriam consideradas com risco de rompimento, que de acordo com DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) há apenas 19 barragens com risco alto o que já facilita o processo de prevenção a acidentes caso algo aconteça daqui por diante.
O desastre de Mariana nos serve como um doloroso aprendizado de que não estamos preparados para grandes catástrofes criadas, ou não, pela ação humana, e principalmente o quão danoso pode ser o uso e exploração inadequados dos recursos naturais a partir de uma abordagem extrativista baseada em técnicas que se apresentam superadas e que não trazem segurança aos funcionários, a fauna e flora que é atingida pelo modelo exploratório ora utilizado. Há que se considerar o impacto já causado ao meio ambiente e a quais riscos potenciais estamos nós expostos para que se crie modelos de exploração mineral que permita diminuir ao máximo os efeitos nocivos dessa atividade no meio ambiente e os riscos sociais advindos dela.
Os esforços para uma mudança na fiscalização e cumprimento das normas deve ser encarado com imensa seriedade dos governos, das empresas e da sociedade civil organizada. Não cabe mais deixar acontecer tais catástrofes e apenas reagir aos seus resultados. É preciso sempre preveni-los e ter um plano estratégico de catástrofes amplamente divulgado, estudado e aprimorado para a proteção das vidas.