Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 20/06/2021
De acordo com os dados fornecidos pelo G1, a barragem de Fundão abrigava cerca de 56,6 milhões de m³ de lama de rejeito. Desse total, 43,7 milhões de m³ vazaram. Os rejeitos atingiram os afluentes e o próprio Rio Doce, destruíram distritos e deixaram milhares de moradores da região sem água e sem trabalho. Na atualidade, os responsáveis pela tragédia ainda não foram julgados e muitas pessoas que perderam sua moradia não ganharam apoio ou sequer reconstrução. Nesse sentido, convém destacar o impacto ambiental negativo causado pelo desastre e o desamparo à famílias que perderam seu lar, fonte de sustento. Em vista disso, urge a necessidade de debater o assunto.
Em primeiro plano, ressalta-se a contaminação desenfreada que atingiu o Rio Doce. De maneira análoga, a vigência de metais pesados como mercúrio, manganês e chumbo, prejudicaram de modo direto as águas do rio e a vida marinha presente ali, contaminando peixes e interferindo na cadeia alimentar. Explica tal fato, o pastor neopentecostal Silas Malafaia, “as leis da natureza explicam os desastres naturais. O maior responsável pelo desequilíbrio ambiental é o ser humano”. Logo, tal circustância, torna-se evidente e problemática.
Em segundo plano, ressalta-se a negligência sofrida pelas famílias que habitavam Mariana. Como desdobramento, dezenove pessoas vieram a óbito, pessoas perderam sua fonte de renda e serviço e comunidades danificadas não foram reconstruídas. Os responsáveis pela tragédia não foram julgados. Para o Ministério Público Federal (MPF), faltaram medidas para prevenir a tragédia e as mortes. É necessário que empresas fiquem atentas a como se encontra a situação de suas mineradoras para evitar que atinjam inocentes. Assim, torna-se nítida a importância de debater o assunto.
Mediante ao conteúdo supracitado, são necessárias medidas a fim de solucionar os danos causados pelo desastre de Mariana. Cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente realizar fiscalizações e vistorias mais frequentes em empresas mineradoras, com leis mais rígidas para que haja punições quando aparece um problema, com intuito de conscientizar as empresas sobre os perigos presentes . Cabe ainda, ao Ministério do Meio Ambiente implementar mecanismos que auxiliem na filtragem da água contaminada, com a finalidade de retomar a situação para águas puras e tentar reverter a situação que se encontra parte do meio ambiente. Logo, será possível alcançar uma sociedade mais consciente e menor perigo de um novo desastre relacionado ao rompimento de barragem.