Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 19/06/2021

De acordo com o Dicionário de Filosofia, o erro “é o ato pelo qual o espírito julga verdadeiro o que é falso, e reciprocamente”, além de haver pensadores que dizem que o erro é algo, muitas vezes, imprevisível dependendo da situação, porém, diferentemente deste, desastres são previsíveis  na maior parte das vezes, principalmente se tratando de questões administrativas de uma empresa que pode, a partir de uma falha, por em risco a vida de uma população inteira e causar sérios danos ambientais, nos quais afetam as relações ecológicas e o bom funcionamento de  um ambiente como um todo.

Tendo em vista que desastres acontecem pelo mundo todo e que, muitas vezes, ocorrem por conta  de falhas de um determinado agente, em 5 de novembro de 2015 se rompe a barragem em Mariana, o que provocou o vazamento dos rejeitos de minérios que ali estavam por uma área muito vasta causando, inclusive,  a destruição de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, situação na qual deixou 18 pessoas mortas e um desaparecido, além de deixar como marca vários impactos ambientais e econômicos que são sentidos até hoje por várias cidades  que se abastecem do Rio Doce (rio contaminado pela lama proveniente desse desastre), como, por exemplo, o aumento da turbidez da água e, com isso, impactos no abastecimento de cidades de MG e do ES; danos à fauna e à flora na área, incluindo  extinção de espécies endêmicas; prejuízos ao turismo e à atividade pesqueira; plantações perdidas e o medo generalizado que se instalou nas pessoas que vivem próximo ao rio em questão.

Tudo isso implicou na responsabilidade da empresa SAMARCO em traçar/organizar planos com o intuito de reverter os estragos gerados por esse evento, porém, de acordo com o IBAMA, as medidas adotadas pela empresa aqui de destaque para reduzir  os impactos não foram suficientes, além de que há questões, como a indenização dos moradores atingidos, que estão na justiça até hoje na forma de processos.

A fim de reverter essa situação e prevenir que outras aconteçam e causem danos piores, a SAMARCO poderia investir de forma contínua em reformas e aprimoramentos no sistema de barragens e controles relacionados, ao aprimorar sistemas de monitoramento do dick e da barragem; investir em inspeções mensais; aprimorar os sistemas de alerta aos moradores; investir em materiais mais resistentes e duradouros para fazerem parte da composição da barragem, além de tentar mobilizar empresas e companhias que façam serviços voltados a essa parte do meio ambiente a ajudarem no processo de limpeza do corpo d’água atingido. Um bom exemplo disso é a Companhia de Saneamento de Belo Horiente que declarou que criou novos pontos de captação e que a água tratada atende aos critérios de potabilidade.