Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 19/06/2021
O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo e olhar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o descaso com o meio ambiente e a falta de eficácia na fiscalização de obras em meios instáveis como o de Mariana afetam a sociedade como um todo. Assim, é notório que o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente sobre a importância de conciliar a consciência ambiental e o desenvolvimento. O problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente sobre a importância de conciliar a consciência ambiental e o desenvolvimento.
A princípio, vale lembrar que a falta de importância dada ao meio ambiente e de cautela na fiscalização podem levar sérios problemas à população. Sabe-se que devido a esse descaso muitas pessoas acabam sendo afetadas diretamente e indiretamente, como no rompimento da barragem de Mariana, onde a imprudência na fiscalização trouxe consequências desastrosas como a liberação de resíduos nos rios e a perca de casas e bens materiais dos moradores próximos a barragem. Segundo o especialista em mineração Pedro Jacobi, professor do Instituto de Energia e Ambiente(IEE), por mais que um tragédia como essa tenha acontecido as lições de Mariana não foram aprendidas e continuam se repetindo nos dias de hoje. Em tese esse problema continua a se repetir e afetando a população como a de Brumadinho onde outra barragem se rompeu em apenas 3 anos depois do ocorrido em Mariana.
Paralelo a isso, é importante ligar esses problemas com a falta de conscialização de consciência ambiental e desenvolvimento. Isso porque a barragem era responsável pelo apresamento de dejetos resultantes da atividade mineradora da empresa Samarco, e ao se romper causou perdas que são incomensuráveis pelo crivo econômico, além disso 9 cidades vizinhas sofreram uma crise de abastecimento hídrico após o acidente. Em tese o desastre poderia ter ser evitado caso houvesse ocorrido fiscalizações com eficácia, haja vista que a pressa pela venda desses minérios causou a negligência para as normas de segurança que deveriam ter sido seguidas pela empresa.
Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Por tanto, a Secretaria do Meio Ambiente deve realizar um maior investimento no setor de fiscalização ambiental, no intuito de interditar locais propícios a acidentes ambientais. Ademais, a mídia deve divulgar campanhas sobre a importância da preservação ambiental na manutenção do equilíbrio. Só assim, o progresso no desenvolvimento nacional e na consciência ambiental será sadio para todos.