Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 19/06/2021
No dia 5 de novembro de 2015, acontece o maior acidente do mundo envolvendo barragens de rejeitos. Mas por que? negligencia? acidente? falta de manunteção das barragens? Segundo o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, a tragédia “não foi um acidente, tampouco fatalidade” mas erro na operação e negligência no monitoramento da barragem. Inumeras multas foram dadas, mas dinheiro nehum no mundo será capaz de recuperar as vidas, fauna e flora que foram perdidas devido a essa catástrofe.
Foram retirados milhares de direitos de todos que foram atingidos por esse acidente sendo diretamente ou indiretamente todos sofreram, mas 20 pessoas tiveram seu principal direito retirado de sua posse, o direito a vida. 20 pessoas morreram por causa de ganância, 20 pessoas perderam suas vidas por causa de dinheiro. Até a onde a ganância e a ignorância levarão o ser humano? Uma vida vale mais do que uma manuntenção de barragem?
Segundo a administração de Mariana, seriam necessários cem milhões de reais para reparar os danos causados à infraestrutura do município. Esse valor corresponde a quatro vezes o valor que o município recebeu, em 2015, pelo minério explorado: entre janeiro a outubro daquele ano, Mariana recebeu da Samarco 24,3 milhões de reais a título de compensação financeira pela exploração mineral. O total pago em 2015 pela Samarco foi de cerca de 37,4 milhões de reais, a mesma lucrou 13,3 bilhões de reais entre 2010 e 2014. A suspensão da licença ambiental da Samarco em dezembro de 2015 causou impacto negativo na economia de Mariana, com quedas de 60% no comércio e perdas de R$ 5 milhões em arrecadação.
Portanto, se o governo e a proprietária, não só dessa barragem mas de todas as outras, começassem a realmente fazer o monitoramento e a manuntenção das barragens, vidas, faunas e floras poderão ser salvas de futuros desastres como esse.