Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 20/06/2021

Cidadania - uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa - quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é desastres ambientais como o de Mariana, pois evidencia o cidadão que é impedido de usufruir dos seus direitos à moradia e segurança. Assim, seja a falta de estrutura das barreiras ou seja a negação à melhoria de edificação, o problema afetando grande parte da população e exige reflexão urgente sobre os desafios para conciliar a consciência ambiental e o desenvolvimento.

Em primeiro lugar, nesse cenário, vale ressaltar que represas com a infraestrutura das barragens de Mariana especializada de supervisãoica. Uma barragem do modelo montante é mais econômico por ser construída em degraus feitos do próprio rejeito. Funcional para a economia, mas se precária de manutenção e supervisão eficaz, conduzido o risco de desabamento a um nível elevado - o que aconteceu no distrito supracitado.

Em segundo plano, destaca-se que o planejamento dessas armações é majoritariamente feito idealizando um baixo custo e facilidade de processo. Renunciando, muitas vezes, a qualidade e garantia de segurança da população em favor de lucros. Entretanto, a implementação e o monitoramento de sistemas de drenagem e filtragem para tais edificações são mais complicados, implicando em negligência, por parte dos órgãos responsáveis, quanto a uma verificação adequada, preferindo supor, pela fachada, que as barreiras localizam-se boas e estáveis.

Portanto, é visível que o debate acerca de projetos para melhor conservação de barragens de rejeito é imprescindível para a construção de uma sociedade mais crítica. Dessa maneira, é dever da Agência Nacional de Mineração (ANM) fazer fiscalizações acentuadas com menores períodos de vacância, aplicando a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Outrossim, os moradores da região exigirem, via campanhas e protestos, seus direitos à segurança quando ameaçados. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país justo e meticuloso.