Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 20/06/2021

A Revolução Industrial ocorrida século XVIII teve início na Inglaterra, mas se alastrou rapidamente por toda a Europa. Foi um marco histórico para os meios de produção industrial e tecnológico. Ao fazer uma analogia com a situação brasileira, percebe-se um aumento no perceptual de desastres ambientais, como o de Mariana, que foi ocasionado pelo rompimento da barragem. Tal circunstância foi influenciada pelo desenvolvimento de empresas que visam somente o lucro de sua produção, sem haver conscientização acerca do impacto ambiental que, posteriormente, pode gerar. Assim, é notório problemas tais como: aumento das indústrias e a baixa consciência acerca da preservação ambiental.

Em primeiro plano, é importante destacar que os avanços tecnológicos ocorridos no século XXI contribuíram para a progressão de indústrias e, consequentemente, de desastres ambientais. Isso porque, com a superlotação de fábricas nos centros urbanos, houve aumento de tarifas, como impostos e aluguéis imobiliários, o que torna o custo de produção na área mais cara. Dessa forma, tais fábricas buscam migrar para regiões ainda não exploradas pelo ser humano, sendo, em maioria, áreas de proteção ambiental. Isso auxilia para a diminuição de seus gastos e, em contrapartida, influência para o acontecimento de novos desastres. Tal fato, pode ser evidenciado por uma pesquisa realizada pela página online G1, no ano de 2018, que revela que as empresas produtoras de matéria-prima são ligadas a 27% do desmatamento permanente no mundo.

Entretanto, o aumento das indústrias não é o único colaborador. Além disso, é evidente a baixa consciência acerca da conservação ambiental, uma vez que há uma valorização do desenvolvimento urbano sem considerar pontos importantes, como o meio ambiente e os danos que podem ocorrer em razão de determinada alteração florestal. Correspondente a essa ideia, de acordo com o filósofo italiano Sêneca, a educação exige maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida. Desse modo, a ausência da educação, sendo a base da coletividade, atrapalha na formação de um ser sábio e conscientizado, ou seja, que possa desenvolver, simultaneamente, o quesito ambiental e urbano, sem prejuízo para ambos.

Portanto, é necessário que, primeiramente, o governo crie leis mais rígidas que impeçam o avanço das indústrias para essas regiões, garantindo suas preservações e existências. Visto que, tendo esses deveres assegurados, fica mais acessível desenvolver campanhas e palestras sobre a educação ambiental, principalmente ao público juvenil e adulto, por meio de verbas governamentais e parcerias com instituições educacionais, com a utilização das mídias sociais e meios impressos, como também a participação dos educandos e seus respectivos responsáveis legais, a fim de que assim possa haver melhor conscientização acerca da temática no ambiente social e escolar.