Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 20/06/2021

De acordo com o site de notícias BBC Brasil, existem mais de 700 barragens de rejeitos de mineração no país. Sendo que dentre esses 700, aproximadamente 300 não foram inspecionados adequadamente e mais de 200 estão em alto risco de interrupção. Nesse sentido, o rompimento da barragem em Mariana, Minas Gerais, reflete os reais danos ecológicos e sociais que desastres como este podem causar. Portanto, vale a pena analisar como os interesses das empresas comerciais e a ineficiência do Estado conduzem às questões discutidas.

Primeiramente, é importante ressaltar que, os interesses comerciais das empresas e a ganância por lucros contribuem para os problemas ecológicos do país. Isso aconteceu porque não havia a ideia de vincular o desenvolvimento econômico à proteção ambiental corporativa. Nessa perspectiva, a implementação desses projetos não levou em consideração a particularidade e os riscos potenciais que eles podem trazer para a região. O exemplo do rompimento da barragem de Mariana é apenas a “ponta do iceberg” do descaso da empresa com o meio ambiente.

Outramente, a falha do estado também é a causa do conflito atual. Isso porque o governo é muito leniente nas fiscalizações e multas e penalidades para as empresas que não respeitam o meio ambiente. Portanto, para obter maior rentabilidade, o objetivo dessas empresas é desvincular o progresso econômico da proteção ambiental. Por causa desta mentalidade capitalista, todas as sociedades estão em perigo, com o perigo de extinção de espécies animais e vegetais e o perigo de poluir rios e lagos.

Devido a tudo que foi apresentado, é preciso, para garantir o progresso na economia brasileira junto à preservação do meio ambiente, que o Ministério do Meio Ambiente em conjunto com a organização ONG’S realizem consultorias para empresas discutindo a importância da preservação do meio ambiente e que é possível gerar lucros com sustentabilidade, à vista disso contribuem para o despertar de uma consciência ambiental na esfera corporativa. Além disso, o Ministério da Justiça, realize fiscalizações periódicas sobre os riscos de desastres ambientais, bem como aplique multas com um alto nível de exigência para os que não obedecem às prerrogativas de conservação do ecossistema, de modo a impedir o descaso com o meio ambiente. Dessa maneira, desenvolvimento econômico e ambiental caminham no mesmo sentido