Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 21/06/2021
Durante o Quinhentismo, os portugueses sempre exaltaram a nossa natureza, demonstrando como é bela. Entretanto, com a chegada do capitalismo, a busca pelo dinheiro tornou-se crucial para alguns empresários, que como consequência, constroem estruturas inadequadas em determinados ambientes, gerando impactos ambientais irreversíveis, se não houver harmonia entre o meio ambiental e empresarial. Um exemplo disso é o desastre em Mariana, gerado principalmente pelo fraco Sistema Legislativo brasileiro, além da ganância dos gestores em conquistar mais montante, sem pensar na natureza.
É importantísssimo destaque que de acordo com estudos da Bowker Associates o desastre de Mariana é o maior do gênero na história mundial nos últimos 100 anos. Considere o volume de rejeitos despejados (50 a 60 milhões de metros cúbicos), o acidente em Mariana equivale, praticamente, à soma dos outros dois maiores acontecimentos do tipo já registrados no mundo, ambos nas Filipinas, um em 1982, com 28 milhões de metros cúbicos, e outro em 1992, com 32,2 milhões de metros cúbicos de lama. Esses dados deixam claro como a ganância pode prejudicar o meio ambiente, trazendo consequências irreversíveis.
Ademais, é válido ressaltar como o nosso Sistema Legislativo é incompetente, e não tem respeito pela natureza. Segundo o site BBC News, atualmente no Brasil existem cerca de 300 barragens cadastradas no Departamento Nacional de Produção Mineral, dessas, 50% corre algum risco de rompimento, e mesmo com essas altas chances de outros casos parecidos, há pouca manifestação do Governo em relação um ISSO. E isso demonstração o quão frágil é a legislação, tendo uma frase do pensador espanhol George Santayana um reflexo que vem ocorrendo atualmente “aqueles que não conseguirão o passado estão condenados a repeti-lo”.
A ganância humana, aos poucos, vem destruindo a natureza. Mas, como dizia Martin Luther King, “Toda hora é hora de fazer o que é certo”. Deve-se começar agora o processo de conscientização sobre a importância da preservação do meio ambiente, através de palestras com biólogos e profissionais da área nas escolas e instituições, criando cidadãos que há uma infinidade de possibilidades de trabalhos, mas apenas uma natureza, e esta, requer o máximo de cuidado. Para que desastres como esse não se repitam, a Secretária do Meio Ambiente precisa aumentar o rigor na fiscalização e punição das empresas, de modo que, conforme próprio se adapte ao meio de produção sustentável. Dessa forma, o desenvolvimento andará em harmonia com a natureza, sem prejudicá-la.