Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 20/06/2021
O Desastre Ambiental de Mariana aconteceu em 5 de novembro de 2015, em razão do rompimento da Barragem do Fundão, utilizado pela empresa Samarco para reter os rejeitos de minério explorados pela mesma. Esse desastre é hodiernamente conhecido como a maior tragédia ambiental da história do Brasil, que deixou 19 baixas, destruição ambiental, contaminação de rios e solo. Além disso, faz-se necessário citar a cidade de Bento Rodrigues, que foi soterrada pela lama, deixando apenas escombros até os dias atuais. Essa tragédia movimentou todo o país, deixando claros os prejuízos trazidos por desastres ambientais e a negligência dos órgãos governamentais e empresas privadas quanto às barragens.
Em primeira instância, faz-se importante lembrar que ocorrências como essas são consequências da Revolução Industrial, que desde o século XIII tem trazido para o meio ambiente enormes prejuízos. Sob efeito desse fenômeno, que carrega o desejo de produzir cada vez mais e, com isso, enriquecer cada vez mais, desastres ambientais são acontecimentos frequentes. Dentre eles, o Desastre de Mariana, e demais semelhantes ocorridos, tanto no Brasil, quanto fora dele. Dessa forma, a humanidade põe tanto o sistema e o equilíbrio ecológico, quanto sua própria sobrevivência em risco, uma vez que dependem diretamente das recursos fornecidos pela natureza como água, ar, produção agrícola, entre outros.
Em segunda instância, pode-se trazer a citação da filósofa Simone de Beauvoir: “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituados a eles”. A afirmação pode facilmente ser aplicada a ocorrência de desastres de tão grande escala como o de Mariana, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Além da barragem rompida em Mariana, sabe-se da existência de mais 19 com altos riscos de rompimento e prejuízo ambiental. Entretanto, medida alguma foi tomada em relação a isso, buscando contornar tal situação de risco. A partir desses dados, pode-se notar a negligência do governo, das empresas e da própria população.
Nesse contexto, mostra-se a necessidade de movimentar a população e o governo em ações para reverter essa situação. Para a amenização dessa problemática, urge que os Estado implementem, por meio da Agência Nacional de Mineração (ANM), um sistema de fiscalização mais rigoroso, buscando aplicar multas e suspenção em situações de alto risco. Além disso, faz-se necessária a conscientização da população, por meio de palestra de especialistas em meio ambiente, sendo oferecidas pelo sistema de ensino público e o Ministério da Educação. Somente assim, situações como a de Mariana poderam ser evitadas.