Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 24/06/2021
O rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, assim como a tragédia de Brumadinho, ocasionou consequências graves para a população do vasto território ao redor devido ao mau planejamento das mesmas. É notório que esses mesmos problemas foram causados devido à desconsideração direcionada às políticas ambientais — levando em conta que visar o baixo custo e a geração de lucros é o principal foco das empresas de geração de água e energia — sendo esse um conflito ambiental que acarretará dificuldades significativas para as gerações futuras.
O livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, retrata um conto futurístico em que a qualidade de vida da população foi comprometida pela escassez de recursos. Ele consiste em uma crítica à falta de políticas e práticas de preservação atuais, estas que não são levadas a sério ora por serem demasiadamente caras ora por não proporcionarem o lucro almejado por líderes estatais e/ou empresários. Deste modo, a extração e o uso inconsequentes de matérias primas e outros recursos naturais essenciais para a vida humana geram uma série de desequilíbrios ecológicos, a exemplo da falta de água, extinção de espécies da fauna e da flora, e erosão do solo.
Exemplificando, o Mar do Caribe possui uma ilha de lixo flutuante que ocupa cerca de 1,6 milhões de quilômetros quadrados e se encontra entre as costas da Guatemala e de Honduras. Este se encaixa como um problema ambiental provocado por atos inconsequentes dos seres humanos que desencadeia outros como o mau cheiro, má qualidade da água e extinção da fauna e da flora aquáticas do Oceano Pacífico. Logo, o ambiente em questão passa a prejudicar as localidades próximas tanto no âmbito socioeconômico — ao serem reduzidos o comércio de frutos do mar e o turismo — quanto em âmbito de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) — ao afetar a saúde da população.
Em suma, investimentos na qualidade de vida não são levados em consideração por grandes organizações, situação que deve ser mudada. Deste modo, se faz necessário que o MEC (Ministério da Educação) e o Governo Federal instituam nas escolas de ensino fundamental e primário (de preferência até o ano de 2030) a conscientização dos alunos a respeito da importância de preservar o meio ambiente, realizando projetos e competições que os influenciem a pensar em ideias criativas para a solução de problemas ambientais. Esses projetos terão como objetivo fazer com que mais jovens e crianças reflitam sobre a importância da preservação ambiental para suas vidas e tenham responsabilidade com o assunto, sendo capazes de tomar iniciativas para solucionar os problemas locais a respeito dos mesmos.