Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 20/06/2021
“A responsabilidade social e a preservação do meio ambiental significa um compromisso com a vida”. De fato, a crítica de João Bosco Silva é verificada na questão do desastre ambiental de Mariana, que é uma consequência de uma população não devidamente especializada, tratando a natureza como um objeto de manipulação, sem a conhecê-la. Neste sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas, o silenciamento e a lógica capitalista.
Dessa forma, em primeira análise, a falta de debate é um desafio presente na problemática. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade, para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na questão dos desastres que acontecem por falta de preparo, visto que pouco se fala sobre o tema nas mídias de massa e na escola, gerando a desinformação da maioria dos brasileiros. Logo, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.
Em paralelo, a priorização de interesses financeiros é um entrave no que tange o problema. Para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida no desastre ambiental causado em Mariana, uma vez que os indivíduos ficam tão absortos em conseguir uma grande renda que deixam de lado a segurança. Assim, inverter a lógica e colocar os valores humanos em primeiro lugar é urgente.
Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o Poder Público deve investir em informações sobre os desastres ambientais gerados pelo ser humano, por meio de verbas, a fim de reverter a supremacia de interesses mercadológicos. Tal ação pode, ainda, ser divulgada na mídia de massa, para que a população tome conhecimento. Paralelamente, é preciso intervir sobre o silenciamento presente no problema. Dessa maneira, o Brasil poderá ter menos pessoas com irresponsabilidade social, em questão com a preservação ambiental, como defendeu João Bosco Silva.