Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 21/06/2021
O desenvolvimento da humanidade e a natureza nunca estiveram em bons termos, e isto vem de muitos séculos atrás, um exemplo são os portugueses explorando os recursos naturais do Brasil, já outro mais recente é o ocorrido em Mariana em 2015, o maior do tipo nos últimos 100 anos, onde houve o rompimento da barragem de minérios. Esse desastre não foi algo repentino, e sim um descuido do DNPM e FEAM, que se ocorrer novamente só causará mais destruição parecida ou pior que Mariana.
Mas não significa que barragens como a de Mariana são seguras, mesmo antes de romper a barragem, ela já estava causando destruição. A grande quantidade de sílica na lama acabou por contaminar o solo tornando-o infértil, isso ocorreu por causa da falta de fiscalização da lama e a falta de preocupação com a mesma na construção da barragem.
Essa falta de fiscalização não é algo ocorrido só em Mariana. Das 299 barragens registradas, 23 estão com a estrutura danificada e podem causar dano parecido ou pior que o da Samarco. Isso ocorre não apenas pela falta de fiscalização, mas também a falta de atenção anterior ao acontecimento de Mariana. Se essas barragens se romperem, cada uma poderá causar danos massivos a todo ecossistema, não só aos rios e lagos, mas também a toda a região da barragem e por onde a lama passar.
Com isso em mente, é notável a necessidade de que algo seja feito a respeito para que não ocorra outro desastre como o de Mariana, para isso é necessário que o DNPM e FEAM aumentem a fiscalização das represas e coloquem em ação multas para estruturas danificadas ou fora de regulamento e para os conteúdos dos resíduos das represas, assim diminuindo os danos as regiões das barragens, pois, 19 das 23 barragens em estado crítico, apresentam um grande dano a região caso se rompam (nesse caso, maior que as 4 restantes).