Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 21/06/2021

Existem pelo menos 24.092 barragens construídas em território nacional segundo dados da Agência Nacional das Águas (ANA) em que, segundo uma pesquisa feita pelo jornal O Sul, 1 barragem se rompe a cada 2 anos (contagem deita desde 2000), deixando sequelas irreversíveis nas cidades, vilas e territórios atingidos, tal como ocorreu no Desastre de Mariana, em que 41 cidades foram atingidas. Esses “acidentes” em sua maioria, acabam ocorrendo por motivos propositais, devido a negligência da manutenção e monitoramento destas barragens por parte das empresas que as controlam.

No caso do Desastre de Mariana, ocorrido em novembro de 2015, a empresa de mineração chamada Samarco, responsável pela barragem em questão, se defendeu dizendo que seguia o monitoramento da barragem rigorosamente apesar, das várias suspeitas de licenças ambientais e fiscalizações que teriam sido aprovadas por políticos que seriam posteriormente financiados pela Samarco em suas campanhas eleitorais. Esta empresa rendia muito dinheiro com minerações e acabou por priorizá-lo, ao invés priorizar a segurança do ambiente ocupado para suas atividades. Comprova-se que a consciência ambiental neste caso, era uma chave para evitar este desastre, uma vez que ela promove conhecimento sobre os impactos devastadores que o rompimento de uma barragem pode causar à população e ao ambiente.

O desenvolvimento das empresas de barragens tem que ser marcado pelo equilíbrio entre os gastos e ganhos desta, em que no caso primeiro, se invista na segurança e eficiência da barragem e no segundo, a ciência de que o ganho em dinheiro não será prejudicado se nenhum acidente ocorrer. Os impactos ambientais deste episódio histórico, resultaram na eliminação de 26 espécies de peixes e soterramento de animais terrestres (mamíferos e anfíbios), dizimando o ecossistema da região afetada.

Com isso, é de extrema importância a conciliação entre a consciência ambiental e o desenvolvimento das barragens e de maneiras eficientes de se monitorá-las a fim de evitar fraude e corrupções que pode resultar na visão de irrelevância nos cuidados da fiscalização e posteriormente, desastres que no final destroem a forma de vida natural, animal, humana e acabam com a reputação e economia da empresa que cometeu tais falhas.