Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 20/06/2021

Mariana é uma cidade localizada em Minas Gerais, que, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) possui em média 62 milhões de habitantes. Foi a primeira capital do estado mineiro, e é uma das maiores regiões que possuem minério de ferro que são transportados para outros países.

No período de 2015, houve a ruptura da barragem (Fundão) da mineradora Samarco, o rompimento da barragem provocou uma enxurrada de lama que devastou no distrito de Bento Rodrigues, deixando um rastro de destruição à medida que avança pelo Rio Doce. deixando várias pessoas desabrigadas, com pouca água disponível, sem contar que perderam a vida na tragédia.

Além disso, com o rompimento foram liberados cerca de 62 milhões de rejeitos de mineração, que eram formados, principalmente, por óxido de ferro, água e lama. Apesar de não possuir, segundo a Samarco, nenhum produto que causa intoxicação no homem, esses rejeitos podem devastar grandes ecossistemas. A cobertura de lama também impedirá o desenvolvimento de espécies vegetais, uma vez que é pobre em matéria orgânica, o que tornará, portanto, a região infértil. Em virtude da composição dos rejeitos, ao passar por um local, afetarão o pH da terra e causarão a desestruturação química do solo. Todos esses fatores levarão à extinção total do ambiente presente antes do acidente. E um dos responsáveis pelo ocorrido em Mariana são os órgãos de fiscalização  (DNPM e FEAM) pois emitiram, relatórios que atestavam às condições de segurança da barragem.

Nesse contexto, o Estado deve pagar impostos para a população que foi afetada, e a fiscalização da empresa seria essensial para a segurança e o bem-estar da população. Desse modo, a população deve cobrar a justiça pelo caso.