Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 21/06/2021
As notícias e denúncias publicadas na imprensa sobre o desastre ambiental ocorrido na cidade de Mariana (MG) mostram que uma tragédia ocorreu devido à negligência por parte dos órgãos de fiscalização, da própria Samarco e do governo.
Um dos responsáveis pelo acontecido em Mariana são os órgãos de fiscalização (DNPM e FEAM) pois emitiram, relatórios que atestavam às condições de segurança das barragens da Samarco. Os órgãos devem ser investigados a fundo para que descubra se esses relatórios foram emitidos com base numa fiscalização oficializada, ou se foram encomendados por alguém a fim de permitir o funcionamento da mineradora.
A empresa Samarco também deve passar por uma investigação detalhada e profissionalizada, pois alega que todas as normas relativas à mineração foram cumpridas integralmente, mas as perguntas que ficam são: se a empresa seguia todas as regras, como que este desastre veio a ocorrer? Alguma regra não deve ter sido cumprida,, assim os omitindo.
Estas normas não devem prever um mecanismo, mais eficiente que ligações telefônicas, que possibilite alertar rapidamente toda a população para que evacuem como áreas adjacentes à barragem? É provável que sim.
O governo também tem sua parcela de culpa, pois concedeu Licença de Operação à Samarco, emitida pela Superintendência Regional de Regularização Ambiental (SUPRAM), mesmo depois do estudo elaborado pelo Ministério Público Estadual e entregue à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, estudo esse que alertava sobre os riscos de rompimento das barragens de Fundão e Santarém, em Mariana.
Enfim, o prejuízo não foi só financeiro. Vidas animais, vegetais e humanos foram ceifadas, além de muitas pessoas estarem ainda desaparecidas.