Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 21/06/2021

Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que os desastres ambientais de Mariana apresentam barreiras, como prejuízos encontrados na natureza decorrente dos rejeitos de minério, e nos seres humanos, principalmente aqueles que necessitavam dos rios, as quais dificultam as concretizações dos planos de More.

No contexto dessa discussão, é preciso considerar que em 2017 segundo a SOS Mata Atlântica, em 75% das análises dos rios atingidos, a qualidade é ruim, tornando-se impróprio até para irrigação. Vale ressaltar, portanto, que essa tragédia trouxe grandes consequências para quem dependia dos rios afetados, fazendo com que o rio fosse inútil. Esse dado reforça o quanto a natureza é importante e o quanto a conscientização é relevante.

Ainda na perspectiva dessa problemática, é preciso acrescentar que conforme a DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), das 138 barragens com alto dano potencial associado, 119 não são consideradas prioritárias. A esse respeito, parece evidente que o rompimento da barragem de mariana deu uma grande demonstração de negligência e omissão do governo. Assim, só será possível alcançar a perfeição com maior atenção para a fiscalização.

Diante do exposto, fica claro que os desastres ambientais de Mariana requerem atenção. Para isso, a mídia, enquanto formadora de novos comportamentos e opiniões, deve elaborar campanhas, em seus meios de comunicação, para que a sociedade tenha consciência ambiental e ocorra desenvolvimento. Ademais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, junto ao Governo Federal criar programas mais eficazes de fiscalização, a fim de garantir a segurança e o bem-estar daquela região que abriga as barragens. Dessa forma, obtém-se a solução a par dos cidadãos.