Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 20/06/2021

Segundo o filósofo Jean-Paul Satre, “o ser humano é inteiramente responsável pelos seus atos, cabe a ele então, escolher a melhor maneira de agir.” Vários desastres ambientais como o ocorrido em Mariana-MG, mostrou que a humanidade ainda não consegue aliar a consciência ambiental ao progresso da sociedade e a busca pelo lucro. Diante disso, é necessário a análise dos fatores que acabam favorecendo esse quadro.

O desastre de Mariana, mostrou o que a ganância das empresas mineradoras podem trazer consigo, mesmo com o conhecimento do risco de ropimento da barragem, optaram por não realizar as restaurações necessárias, assim, acarretando em 19 mortes e danos ambientais imensuráveis. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensaveis, como a segurança e a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a dificuldade das empresas em aliar progresso com o meio ambiente como impulsionador do problema no Brasil. Segundo a BBC, o Brasil tem mais de 300 barragens de mineração que ainda não foram fiscalizadas e 200 com alto potencial de estrago. O paradoxo entre progresso e a destruição traz em evidência que é indmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente, por intermédio de ações governamentais, promova fiscalizações mais eficiente e multas mais severas para as empresas que não cumprirem as limitações estabelecidas. Além disso, a ONU deve promover, também, propagandas evidenciando o impacto da degradação da natureza, a nível global. Dessa forma, as empresas tomarão consciência da importância de manter as barragens em excelente estado e que o meio ambiente deve ser sempre protegido.