Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 21/06/2021

O rompimento da barragem em Mariana foi considerado como um dos maiores deasastres socioambientais ocorridos na história ao longo dos últimos cem anos. A liberação de rejeitos oriundos da extração de metais e ferro fez com que toda a região afetada pelo rompimento fosse contaminada, gerando assim um desequilibrio socioecológico entre a fauna e a flora. Muitos animais ficaram atolados na lama e, para os que conseguiram sobreviver não lhes restou nenhuma comida, visto que, as plantas, vegetais e árvores da região foram totalmente devastadas pela lama espessa da barragem.

A má gestão da barragem em Mariana cuja posse está ligada a empresa Samarco Mineradora S.A., foi uma das principais causas para a castástrofe. Segundo fontes do site do G1, por estar situada em uma região com alta densidade populacional, a barragem do Fundão em Mariana tinha um potencial de alta gravidade em caso de rompimento. A negligência em relação ao planejamento de uma área de limite de segurança em casos de acidente foi o que possibilitou a chegada da lama em grande escala até o distrito de Bento Rodrigues, Minas Gerais, que se localizava apenas 5 km de distância da barragem.

Além disso, os impactos ambientais atribuídos a fauna e flora da região foram diversos e persistem até os dias de hoje. De acordo com fontes do site Ocorreio.com, ambientalistas avaliam que o efeito dos rejeitos no mar continuará por pelo menos mais cem anos, e concluem que as perdas ambientais dessa região são dadas como imensuráveis. Ademais, a contaminação do solo, das plantas e dos vegetais, extinguiu o alimento de boa parte das espécies de animais que habitavam a região, ocasionando a morte de alguns e a migração regional de outros, fato que contribuiu negativamente para o desenvolvimento da agricultura e agropecuária do distrito.

Com base em todos os problemas relatados anteriormente, atitudes devem ser tomadas a fim de promover uma melhor qualidade de vida para os indivíduos afetados pelo desastre e a reparação da fauna e flora do local. Para isso, é imprescindível que a Samarco adote um postura profissional em relação às famílias afetadas pelo rompimento, oferendo-lhes indenizações judiciais, projetos de acolhida e, para mais, a reconstrução de suas residências que foram destruídas durante a castástrofe. Além disto, deve-se planejar medidas e métodos eficientes capazes de descontaminar o solo e a água da região, visando o retorno da flora e, mais ao longo prazo, o retorno dos animais que já habitavam o local anteriormente.