Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 21/06/2021

Em novembro de 2015, a cidade de Mariana (MG) foi vítima de um desastre ambiental estrondoso: uma das barragens que armazenava rejeitos provenientes da extração de minério de ferro rompeu, devastando a fauna e flora local, além de destruir casas e poluir o Rio Doce, conhecido por sua grande biodiversidade. O ocorrido evidencia dois persistentes problemas: a falta de punição dos responsáveis pela catástrofe e a falta de fiscalização por parte do Governo.

Em primeiro plano, vale destacar que, muitos dos moradores de Mariana que perderam seus bens materiais e a fonte de renda da qual dependiam, ainda não foram indenizados. Isto porque, a burocracia brasileira adia e permite que os grandes culpados tenham brechas na lei e possam “enrolar” as vítimas. Ademais, a inexistência de um culpado pelo acidente concede que as indenizações fiquem em segundo plano.

Entretanto, os culpados ainda não foram responsabilizados porque a quebra das barragens foi considerado um acidente ambiental, o que foi negado pelo site de notícias G1 o qual informou que os responsáveis tinham noção da existência de problemas nas barragens. Assim sendo, fica claro que se a Samarco e Vale não tivessem banalizado o caso, e o governo tivesse fiscalizado da maneira correta, tudo poderia ser evitado.

Dessa forma, em vista que não há possibilidade de voltar no tempo, os prejudicados devem ser ressarcidos, necessitando de uma agilidade política. Isto é, tornar-se necessário que a justiça agilize o caso, colocando um prazo para a Samarco e Vale pagarem as indenizações. Também é necessário a implantação de empresas em Mariana-MG que possibilite uma nova fonte de renda aos que dependiam do Rio Doce. A elaboração de leis ambientais mais rígidas é de extrema importância para evitar que acidentes desastrosos ocorram. Só assim, conseguiriamos uma melhora no desenvolvimento da consciência ambiental.