Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 21/06/2021

Em novembro de 2015, o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), foi totalmente destruído pela maior tragédia socioambiental da história do Brasil: o rompimento da Barragem de Fundão. Atividades de mineração. O desastre causou perdas sociais, culturais, ambientais e humanas que a peneira econômica não mediu; além de causar 19 mortes, também deslocou cerca de 360 ​​famílias e interrompeu o funcionamento da Central Hidrelétrica de Candonga - que resultou em 9 nas proximidades do Abastecimento de Água crise nas cidades - ao longo do Rio Dosi até o mar, levando à extinção de várias espécies vegetais e animais. Quase 3 anos após o incidente, a empresa e o governo vêm negligenciando as vítimas.

Segundo estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), quase 30% das vítimas sofrem de doenças mentais, como ansiedade e depressão, principalmente crianças. Este índice é cerca de 5 vezes a incidência em outras partes do país. Devido ao excesso de material particulado no meio ambiente, bem como perda de casas, fontes de renda, familiares e destruição de conexões com a comunidade De maneira geral, Mariana foi afetada pela demissão de funcionários da Samarco, redução da circulação de capital, interrupção das atividades de mineração e fechamento de empresas locais.

Como resultado, houve desertificação irreversível do solo e assoreamento do Rio de Janeiro, e a agricultura e a pesca sofreram perdas. Posteriormente, ficou comprovado que, devido à ânsia de exportar minério, a empresa ignorou os padrões de segurança que deveria adotar, como o uso de alarmes e planos de emergência para possíveis acidentes.

Em resumo, todos os impactos acima mencionados são causados ​​por reivindicações de empresas e autoridades públicas por indenização pelos danos resultantes e pela morosidade da restauração ambiental. Portanto, é preciso responsabilizar o defensor público pela situação para desburocratizar o processo. Além disso, é necessário que o Estado colabore com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para promover a inclusão do sítio de Bento Rodrigues na lista de proteção ao direito à memória e demonstração da exploração e abuso desenfreado do ambiente, desrespeito ao processo natural do bioma. Como Carlos Drummond, os moradores dessa pequena área agora vivem “80% de ferro e sangue”.