Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 21/06/2021

Já dizia Lavoisier “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, tal frase deixa em evidência que o ser humano deve conciliar a relação entre o meio ambiente e o desenvolvimento. Assim, o desastre de Mariana deixa claro a negligência sócio ambiental da empresa responsável por visar apenas o lucro e não a vida da população que ali vivia.

O desastre de Mariana liberou cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração. A lama liberada formou uma espécie de cobertura nos arredores próximos da barragem, tal cobertura impedirá o desenvolvimento de espécies vegetais, uma vez que é pobre em matéria orgânica. Além disso, o desastre também afetou os rios da região, que causou a morte de todos os organismos ali encontrados.

Outrossim, os maiores prejuízos são encontrados na população. O acontecimento em Mariana foi de repercussão mundial, todavia, a contaminação do rio foi no âmbito local, visto que, os cidadãos que viviam da pesca e de plantações pequenas precisaram sair dali e ir para lugares distantes. Com isso a população ainda espera a descontaminação dos rios para que possa voltar e continuar suas vidas normais.

Portanto, além da elaboração de campanhas de conscientização por parte das empresas de minério, o Ministério do Meio Ambiente deve criar um programa que consista em fiscalizar barragens com alto risco de desmoronamento proibindo-as de funcionar e também proibindo como empresas de construir barragens que tenham alto potencial de danos ambientais.