Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 24/06/2021
Em novembro de 2015, a Barragem da Samarco Mineração S.A teve um rompimento lamentável, liberando diversos rejeitos prejudiciais a diversas formas de vida à natureza. O que aconteceu hoje é considerado o maior desastre socioambiental da história do Brasil. No entanto, é importante destacar que, em termos de prevenção e fiscalização, esse vergonhoso incidente merece outro título: o maior crime ambiental do Brasil.
O dano causado pela negligência do governo é incomensurável. A lama e seus componentes fluíram para o mar, destruindo a vida biológica e socialmente. Muitos animais morrem por falta de oxigênio e muitas pessoas sofrem com a perda do trabalho (pesca).
Além disso, muitas pessoas estão expostas à bioacumulação - um fenômeno no qual uma substância é absorvida e acumulada no corpo - porque a quantidade de metais pesados liberada no oceano é de longo prazo. Levará anos até que esse metal não tenha efeito no oceano. Antes disso, muitos animais marinhos essenciais para a alimentação serão afetados por poluentes e, portanto, os humanos também serão poluídos pela alimentação.
O que aconteceu em Mariana foi muito mais que um acidente. Em grande medida, isso é desrespeito por todas as formas de vida. Milhares de vegetais desapareceram, peixes desapareceram e as pessoas sofreram. O que mudar?
Nesse caso, vale lembrar que, seja na mídia ou na Internet, a existência do Estado e o pagamento de impostos é para cumprir suas funções. As inspeções da empresa são vitais para a segurança e o bem-estar das pessoas. Portanto, o público deve exigir justiça para o caso. Poucos inspetores mudarão a história do Brasil, como disse Margaret Mead: “Nunca duvide da capacidade de um pequeno grupo de cidadãos dedicados de mudar o curso da terra. Na verdade, eles são a única esperança de que isso aconteça”.