Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 24/06/2021

Policarpo Quaresma, protaginista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Mas o descaso com o desastre ambiental de Mariana torna o país distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela pela falta de fiscalização, seja pela morte de várias pessoas e animais, o problema afetou e continua afetando grande parte da população e exige uma solução urgente.

Em primeiro plano, destaca-se a negligência da empresa Samarco na falta de fiscalização é imensurável. A barragem de Fundão passava por um processo de alteamento, quando ocorre a elevação do aterro de contenção, pois o reservatório estava chegando ao seu ponto limite, ou seja, estava sobrecarregado, não suportando mais o despejo dos desejos de mineração que estavam sendo jogados. Aproximadamente às 15h30min da tarde do dia 5 de novembro de 2015, a contenção apresentou um vazamento, com isso, uma equipe foi enviada ao local para tentar amenizar o vazamento esvaziando a reservatório. Por volta das 16h20min ocorreu o rompimento, que lançou um grande volume de lama sobre o vale do córrego Santarém. A empresa errou à não soar os alarmes avisando a população em volta do risco eminente.

Em segundo plano, deve-se destarcar a quantidade de pessoas que perderam a vida, pois não conseguiram sair a tempo de suas casas e ficaram soterradas quando a lama passou destruindo tudo. A lama levou bens culturais, materiais e um grande pedaço da história da cidade. Além disso, os resíduos minerais atigiram o mar, destruindo vidas marinhas, tanto na forma biológica quanto na social. Muitos animais morreram devido a falta de oxigênio e muitas pessoas sofrem ao perdar seu meio de trabalho(pesca). Cientistas estimam que levará mais de cem anos até que os metais liberados não façam mais efeito no mar.

Portanto, fica evidente que o acontecido, é hoje, considerado o maior desastre socioambiental da história brasileira. Esta claro que o desastre de Mariana causou enormes prejuízos tanto para os moradores quanto para as espécies daquela região. É dever então, da Samarco e de suas acionistas a restauração da fauna e flora na região afetada pela lama e a respeito da população afetada a organização tem a tarefa de construir uma nova comunidade e reembolsar quaisquer danos físicos e psicológicos que tenha acontecido nos moradores.