Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 24/06/2021
Ao longo da história, o mundo sofreu com desastres ambientes, como o caso da explosão da usina nuclear de Chernobyl. No Brasil, nós lembramos do rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, em 2015. Diante desse cenário, surge a necessidade de se refletir o preço do desenvolvimento e seus efeitos para a vida na Terra.
Primeiramente, é possível considerar o acidente ambiental na cidade de Mariana como algo previsto, porém negligenciado pelas próprias empresas mineradoras. Fiscalizadores vistos como presunto da barragem e alertaram sobre os riscos. Todavia, não foram adotadas medidas de prevenção, muito menos um plano de mitigação a fim de que os danos não chegassem como enormes proporções como ocorreram.
Outra questão grave relacionada a esse episódio é o grau de deploração sofrido pelo distrito de Bento Rodrigues. Com uma passagem de, literalmente, um mar de lama, animais e vegetações foram soterrados, muitos moradores perderam suas casas, seus registros e seus familiares, o Rio Doce sofreu com a morte de seus peixes e outros seres aquáticos, uma vez que foi inundado por metais pesados e nocivos.
Percebe-se, assim, uma preocupante inversão de valores, no qual a vida é subjugada pela ganância e pelo dinheiro. Fica claro, portanto, que o limite do desenvolvimento de um país esbarra nos prejuízos causados à fauna, flora e humanidade. Logo, despertar a essa consciência é prezar pela própria extensão. Nesse sentido, uma imprensa deve unir-se a população e exigir do Ministério Público a continuidade e agilidade das investigações, bem como punições severas aos responsáveis.