Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 25/06/2021

No dia 5 de novembro de 2015 um grave acidente se consolidou, o rompimento da barragem em Mariana (Minas Gerais). Tal acontecimento provocou 19 mortes, mas não só isso, as consequências econômicas, sociais, políticas e, destacavelmente, as ambientais são nítidas, ora pela dificuldade da população em conseguir água, ora em manter suas plantações, por exemplo. Contudo, através das complicações teve-se a oportunidade de evidenciar problemáticas. Sendo assim, nota-se a dificultosa qualidade em infraestruturas de contenção de materiais minerais nocivos e a precária conscientização ambiental aliada ao desenvolvimento. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade mais integra seja alcançada.

Primeiramente, entende-se que é extremamente importante garantir a segurança de um produto ao colocá-lo no mercado. Todavia, esse fator se fez ausente, são só no rompimento em Mariana, como também no rompimento decorrente em Brumadinho, barragem essa coordenada pela Vale. Percebe-se então como, em corporações distintas, um ponto comum potencialmente ameaçador se fez presente, a má qualidade e falta de fiscalização nos sistemas de contenções. O relatório de 11 de janeiro, idealizado pela Agência de Mineração, aponta que 47 das 299 submetidas prudentemente à Política Nacional das Barragens apresentam nível de emergência no Brasil. Esses dados reforçam a veracidade da tese em questão e a importância de certificar bom funcionamento das estruturas referidas.

Aliada a decência do funcionamento, é necessário ter em mente que os riscos ambientais que as barragens apresentam, em princípio se existe possibilidade de inconvenientes. Comumente os interesses econômicos abstraem medidas sustentáveis importantes, tornando-as obsoletas, no entanto, é preciso investir em tecnologias e conhecimentos capazes de promover sua harmonização com desenvolvimento progressivo. De acordo com Talden Farias, na atualidade ignora-se o fato de que nenhuma atividade econômica é viável se a natureza, fornecedora dos recursos materiais e energéticos, estiver comprometida. Logo, devem ser exploradas ações que permitam a coexistência efetiva.

Posto isso, infere-se a singularidade de atentar-se a consciência ambiental e ao desenvolvimento levando em consideração as barragens, pensando ainda nos possíveis riscos. Desse modo, o Ministério do Meio Ambiente poderia investir em recuperação ambiental nas regiões afetadas e na capacitação de profissionais para fiscalização das barragens, bem como em estudos que aproximem as boas condições econômicas da consciência ambiental, inclusive, promovendo concursos com sugestões de metodologias com tal finalidade. Assim, observar-se-ia barragens mais seguras, uma condição ambiental melhorada e um desenvolvimento crescente.