Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 24/06/2021

O acidente em Mariana em 2015 é um dos maiores acontecimentos já registrados no mundo, sendo o maior desastre ambiental apontado no último século com o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco. Esse episódio, transmissão por um desleixo, trouxe danos irreversíveis para o meio ambiente, como o impedimento do crescimento de árvores e plantas pela lama na área.

Isso acontece pelo uso do método de construção de barragem por montante, que por mais que seja considerado mais simples e barato, ele é menos seguro. Segundo o professor Pedro Roberto Jacobi do Instituto de Energia e Ambiente (IEE), coordenador do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, o desastre poderia ter sido evitado, afirmando que a grande questão é a falta de fiscalização da barragem pela própria empresa.

Esse acontecimento traz impactos tanto para o meio ambiente quanto para a vida dos moradores da região. Conforme o MPF, mesmo com 5 anos após o desastre, 29 mil habitantes dependem do abastecimento do caminhão-pipa, por conta da insegurança no consumo da água, o acidente também causou a morte de 19 pessoas. Além disso, um lama proporcionou uma série de impactos ambientais, atingindo os rios Carmo e Rio Doce, ocasionando a morte de organismos encontrados como peixes e algas, e também da devastação das matas ciliares.

A fim de diminuir os danos causados ​​pelo acidente da barragem de Mariana, deve-se criar uma lei que cobre impostos sobre as empresas causadoras do desastre, sendo o Governo responsável pela implementação. O dinheiro dos impostos será enviado para a Ong que visam reconstruir como áreas que sofreram danos. Além disso, precisa ser a indenização da família das vítimas do acontecimento. Dessa forma, é possível diminuir os danos ambientais.