Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 01/07/2021
Em novembro de 2015, o Brasil assitiu uma de suas maiores tragédias, o Desastre de Mariana. Infelizmente, o rompimento da barragem causou imensuráveis danos ambientais ao contaminar o Rio Doce, rio mais importante da região Sudeste. Assim, é lícita a culpa do Estado ao permitir que processos tão nocivos continuem ao invés de investir em soluções ambientalmente conscientes e que visem o desenvolvimento do país. Primeiramente, sabe-se que a barragem é apenas umas das formas de lidar com os restos da mineração, a mais barata. De acordo com Bergerman, professor de Engenharia de Minas da USP, em um artigo da SciELO, as empresas poderiam usar esses rejeitos para produção de tijolos, cimento e outros materiais de construção civil. Na verdade, a lama, composta por minério, silica e aminas, apesar de ser tóxica para peixes e para o ambiente aquatico, não apresenta qualquer risco para a saúde humana e pode ser usada no cotidiano tranquilamente.
Sabendo disso, em novembro de 2020, a empresa Vale criou a primeira, fábrica que transforma rejeitos em tijolos. De fato, uma ótima iniciativa, porém é preciso de mais do que uma fábrica para lidar com os restos de mais de 3.000 áreas de mineração que se encontram em território brasileiro. Além disso, apenas a produção de materiais de construção levaria um acúmulo desnecessário desses produtos no mercado, portanto, torna-se extremamente necessário pesquisar e desenvolver novos métodos de reaproveitamento do rejeito.
Consequentemente, vê-se que é de obrigação da Agência Nacional de Mineração (ANM), da Defesa Civil e dos Orgãos Ambientais, respectivamente, tornar obrigatório que cada área de mineração tenha sua respectiva indústria responsável por reaproveitar os restos e a fiscalização de tal medida. Além disso, e indubitável que o Poder Executivo deve subisidiar pesquisas voltadas ao uso da lama de rejeito, a fim de descobrir novos usos. Dessa forma, a mineração não apresentar-se-á como um risco a população e evitará outros desastres como o de Mariana.