Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 28/10/2021

Em 2015, ocorreu o rompimento da Barragem do Fundão, localizada na cidade Mariana, que era utilizada para o armazenamento de rejeitos originados da exploração de minérios, matando diversas pessoas e trazendo inúmeros prejuízos ao meio âmbiente. Sendo assim, percebe-se que é de extrema importância a conciliação do desenvolvimento com a preservação ambiental para que a população possua qualidade de vida, entretanto, a supervalorização dos lucros na socidade contemporânea é um dos impasses para a concretização dessa realiade.

Em síntese, é de extrema relevância que os avanços industriais estejam, diretamente, relacionados a consciência ambiental para que seja garantido o bem-estar da população. De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal, um meio ambiente ecologicamente equilibrado é essencial para a qualidade de vida da população. Dessa forma, é perceptível que ações empresariais que não possuem como requisito assegurar a preservação do meio ambiente, podem impactar, negativamente, o bem-estar de um povo. Em vista disso, é necessário que as empresas se conscientizem acerca a importância do desenvolvimento sustentável.

Todavia, apesar da importância da conciliação entre consciência ambiental e o desenvolvimento, a supervalorização dos lucros, por parte das empresas, é um empecilho para que isso ocorra. Consoante ao sociólogo Karl Marx, com a superestimação do mundo material, os indivíduos tendem a desvalorizar os valores humanos, como a empatia. Deste modo, devido à valorização exacerbada dos lucros, por parte das instituições empresariais, a preocupação com o meio ambiente tende a ficar em segundo plano. Consequentemente, investimentos em ações que diminuiriam os impactos ambientais são negligenciados, fazendo com que eventos como o que ocorreu na cidade de Mariana ocorram com mais frequência.

Portanto, nota-se que, embora seja, imensamente, importante que o desenvolvimento esteja ligado a consciência ambiental, as empresas, devido a preocupação exclusiva com os lucros, tendem a não promover medidas para que isso ocorra. Destarte, é necessário que o Estado garanta a preservação do meio ambiente, a partir de fiscalizações periódicas nas empresas, com o intuito de garantir o cumprimento das leis ambientais. Ademais, é essencial que o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela criação de políticas ambientais, promova a conscientização das instituições empregatícias, por meio de palestras nesses locais que evidenciem os malefícios do desenvolvimento insustentável, evitando assim que futuros desastres ambientais ocorram.