Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 07/10/2021

O objetivo 14 da lista de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, vida na água, busca conservar a sustentabilidade dos oceanos, mares e rios. Para além da esfera teórica, desastres ambientais, como o que aconteceu na cidade de Mariana em 2015, atrasam e dificultam o processo de conquistar o objetivo da ONU. A partir desse contexto, é válido discutir o que causa esse tipo de desastre, que afeta todo o ecossistema ao seu redor, bem como o seu principal impacto para a sociedade.

Com efeito, é fundamental entender que o principal causador dessa falta de consciência ambiental é devido à mentalidade voltada para o crescimento econômico individual, ou seja, desenvolver a qualquer custo. Tal questão ocorre, de acordo com os estudos da economista Maria da Conceição Tavares, devido a população ser predominantemente mão de obra não especializada, pois não se investe em tecnologia para qualificá-los. Ou seja, não investir em pessoas capacitadas, mas apenas em medidas que visem o maior lucro, afeta diretamente o meio ambiente. Assim, eventos, como o rompimento da barragem em Mariana, podem se tornar cada vez mais recentes, exemplo de Brumadinho, apenas quatro anos depois do desastre na cidade mineira.

Convém pontuar, ainda, que a falta de uma consciência ambiental ocasiona um baixo desenvolvimento social de um país, pois ambos estão interligados. Isso acontece por que as poucas políticas públicas, para assegurar a integridade do meio ambiente, fazem com que aumente o abismo entre as diversas realidades financeiras. Prova disso são os dados da ONU, Organização das Nações Unidas, que revelam o Brasil como o primeiro lugar em potencial de recursos naturais, mas em contrapartida, 80% do esgoto do país é jogado no meio ambiente sem tratamento. Dessa forma, nota-se como o Brasil tem potencial para ser um país que preza pela sua natureza, porém a falta de consciência e fiscalização são verdadeiros empecilhos.

Portanto, percebe-se a urgência em conseguir conciliar o desenvolvimento com uma preservação ambiental. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Economia, destine mais recurso financeiro para projetos que visem aumentar a fiscalização de lugares que utilizam recursos naturais como matéria prima, como por exemplo hidrelétricas. Tal medida ocorrerá por meio da criação de um Projeto Nacional de Incentivo à Conservação Ambiental, o qual irá supervisionar as grandes empresas e incentivar a população em geral a praticar hábitos sustentáveis. Isso será feito a fim de aperfeiçoar a modernização sem destruir a natureza. Afinal, é chegada a hora de realizar um dos objetivos para que seja possível conquistar outros.