Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 29/08/2019
Na produção do filme da Disney ‘‘O Rei Leão’’, o personagem Mufasa ensina a seu filho sobre a importância do equilíbrio entre a natureza e as espécies para manter a sobrevivência. Muitas ações antrópicas, como o desastre em Brumadinho, queimadas na Amazônia, rompem com o ideal de Mufasa, o que coloca em risco e até ‘’tira’’ vidas. Analisar tal questão sob perspectiva ligada aos interesses do capitalismo e os descaso de autoridades se faz necessário, bem como entender as consequências talvez irreversíveis da ação humana.
A priori, conforme cita Bauman em seu livro ‘‘Tempos Líquidos’’: Estamos fartos de informação e escassos de conhecimento’’. Dessa forma, no contexto de crimes ambientais que são praticados insistentemente em várias regiões do Brasil- tais como: queimadas em áreas de reserva ambiental, construções de risco a sociedade e a natureza como a barragem em Brumadinho- acontecem e persistem devido a ambição humana deliberada em conjunto com os interesses capitais. Logo, ainda devido a precária fiscalização de orgãos ambientais, danos como: aumento do efeito estufa, desertificação, formação de ilhas de calor, podem a longo prazo se tornarem irreversíveis no planeta.
Ademais, segundo Ação Social Tradicional, de Weber, o indivíduo se espelha em práticas frequentes da sociedade. Nesse sentido, diante da degeneração do Meio Ambiente e o descaso de instituições públicas, futuros adultos podem reaplicar tais práticas, o que implica na possível extinção, além da natureza, de espécies animais. Prova disso, foi a devastação da dita ’’ Mata Atlântica’’ no Brasil, que já se é considerada quase extinta devido a práticas antrópicas. Desastres dessa proporção podem e devem ser evitados por meio de autoridades competentes.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução desses impasses. Cabe ao Governo por meio do IBAMA e CONAMA fiscalizarem construções de risco ao meio ambiente e acompanharem com maior rigor as atividades entorno de áreas que devem ser preservadas, com o intuito de evitar crimes ambientais contra a natureza; é também de suma importância a ação do Ministério da Educação no que tange na realização de palestras socioeducativas em escolas e faculdades (abertas ao público), que abordem temas como ecossistema, consequências antrópicas sobre a natureza, a fim de educar futuras e atuais gerações. Afinal, como citou o filósofo Sêneca ’’ A educação exige maiores cuidados pois influi por toda a vida’’.Para assim, manter o tal equilíbrio já dito por Mufasa no filme ‘‘O Rei Leão’’.