Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 10/09/2019

Brumadinho e seu Ecocídio.

Este crime ocorrido pela segunda vez em dois mil e dezenove nos mostra a irresponsabilidade das grades empresas só para ganhar dinheiro, nas quais não querem revelar seus atos que podem resultar na perda de dezenas de famílias e de ecossistemas do meio ambiente.

“Esta serra tem dono. Não mais a natureza a governa”, assim dizia o poema Triste Horizonte, do mineiro Carlos Drummond de Andrade, desiludido com a devastação nos maciços que deram nome à capital de Minas Gerais. O trecho não poderia ser mais atual. Em menos de cinco anos as mineradoras conseguiram causar os dois maiores desastres ambientais do país.

Com o rompimento da barragem a grande onda de lama, minério e rejeitos avançou rapidamente, engoliu diversos veículos, máquinas, trens, prédios e encobriu toda a mina. A área destruída foi equivalente a 377 campos de futebol, de acordo com uma análise do Ibama.

Fatos como estes nos revelam a necessidade de maior observação do governo sobre empresas de grande porte que controlam grande parte da economia do país.

Para haver diminuição de crimes como este é preciso tomar as devidas providencias, aplicando sistemas de alerta e evacuação da população corretamente, sendo também recoberto de fiscalizações diárias de cada mineradora, e respectivamente punições aos responsáveis por tamanho descuido. As semelhanças entre os desastres revelam o descaso de políticos e de empresas com as pessoas e o ambiente.