Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 08/09/2019

Brumadinho é um município em Minas Gerais que teve uma peculiaridade no mês de janeiro de 2019: uma barragem de rejeito de minérios de ferro e outros elementos se rompeu, criando um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil contemporâneo. A barragem, da companhia mineradora Vale (privatizada nos anos 1990), implodiu no dia 25 de janeiro, criando uma onda de lama que varreu a região mais baixa, destruindo tudo em seu caminho a cerca de 80 km/h, eventualmente desaguando no Córrego do Feijão. Ao todo 248 pessoas foram mortas, 22 continuam desaparecidas e diversas famílias tiveram que deixar a região após a notícia que uma outra barragem (do mesmo complexo), poderia se romper, no dia 27 de janeiro. A barragem não se rompeu e seu nível foi estabilizado.

A tragédia em Brumadinho veio em um momento crítico para o recém-eleito presidente Jair Bolsonaro. As pesquisas de opinião realizadas no início do mês mostravam que ao redor de 10% dos entrevistados não sabiam se posicionar, e o governo precisava se mostrar a serviço de um bem comum. Quase de imediato, forças estaduais e nacionais foram mobilizadas pra o resgate e a remoção dos habitantes das áreas potencialmente afetadas.

Não foi a primeira vez que um desastre de proporções enormes assolou o país. O caso do Césio 137, nome que ficou conhecido o vazamento de material radioativo no município de Goiânia, é um exemplo. Similar ao de Brumadinho, o desastre em Mariana foi executado em condições de coincidência duvidável. Ambas foram barreiras de rejeito de minério que foram destruídas por causa de uma péssima fiscalização pública. Os desastres continuarão até que fique sem espaço para escrever. Não é a primeira vez que ocorre acidentes como estes. E não será a última vez caso não seja tomadas as precauções necessárias que esses desastres desumanos ocorram.