Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 05/09/2019
O crime ambiental de Mariana (MG) deixou marcas profundas nos habitantes da região, mas essas marcas não abalaram a Mineradora Vale, que após três anos cometeram o mesmo erro, mas dessa vez em Brumadinho (MG), onde deixou danos tão grandes quanto o de Mariana.Afinal, a Mineradora Vale não aprende com o próprio erro?
A Mineradora possuía a consciência de que a barragem não estava segura e, mesmo assim, não comunicou ninguém. Isso pode revelar duas atitudes: ou a mineradora não queria parar o seu trabalho e por ganância agiu de tal forma ou porque não queria ser vista como ignorante, que não aprende nada com os erros. Entretanto, tal acontecimento leva-nos a uma reflexão: Aonde o Brasil vai parar se a reincidência dos crimes ambientais continuarem?
O Brasil é um dos países que possuem maior biodiversidade, tanto fauna como flora, do mundo e, crimes ambientais como esse vão extinguindo as especies, poluindo rios, matando aos poucos a natureza. Não se deve chamar tal ação de desastre, uma vez que, o homem poderia ter evitado, e sim de crime ambiental, onde os donos da empresa e seus cúmplices devem ser julgados e condenados tanto por homicídios como por destruição do meio-ambiente.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para resolver o impasse. Para que acabe ou, pelo menos, minimize as chances de acontecer outros crimes como esses ou semelhantes, urge que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) junto com a mineradora faça revisões a cada seis meses nas barragens e coloque sirenes que em presença de qualquer mudança toque, e assim todos poderão se salvar; o mesmo agente, MMA, junto com o Poder Legislativo deve criar leis mais severas sobre o assunto, como por exemplo, caso aconteça, as multas serão proporcionais ao preço do dano causado, assim as famílias terão a possibilidade de uma segunda chance. Somente assim, a reincidência dos crimes ambientais poderão acabar, afinal é com o passado que deve-se aprender, para não cometer os mesmos erros no presente ou no futuro.