Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 10/09/2019

Não é novidade para ninguém que a questão de preservação ambiental do Brasil, está passando por inúmeras crises e problemas relacionados a má gestão de empresas e corporações, essas que utilizam de métodos ilegais, como corrupção e obstinação, para obter lucros. Por conta da reincidência dos crimes ambientais das grandes empresas, muitas vidas, tanto humanas como animais, foram brutalmente assassinadas no recente “desastre” de Brumadinho.

A mineradora Vale, responsável pela extração de minérios da Barragem I da Mina do Feijão em Brumadinho (MG), já havia presenciado outra catástrofe, o Desastre de Mariana em que, aparentemente, a empresa não aprendeu com os erros. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG),a barragem estava, desde o ano passado, classificada como “zona de atenção”, assim como outras 9 represas  pertencentes à companhia. Na opinião do ministério, a Vale não aderiu as normas necessárias para garantir a integridade física e segurança de seus negócios, consequentemente, colocando em risco toda a natureza presente no local, assim como bens materiais e vidas humanas inocentes. A mineradora prometeu ressarcir todas as famílias afetadas por seus crimes ao povo brasileiro.

Com a obtenção e análise dos fatos apresentados, é perceptível que não houve um desastre ambiental, porém um legítimo crime contra a natureza. De acordo com Marina Silva, ex-ministra do meio ambiente, as mudanças nos códigos de mineração, assim como da diminuição rigorosidade das leis ambientais, são um grande passo para trás no que diz respeito a evolução da preservação ambiental no Brasil. Estamos presenciando nesses últimos anos, como a maioria das grandes empresas só pensa em lucro sem considerar o estrago que sua negligência pode causar.