Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 17/09/2019
O livro Desastre em Mariana, denuncia o descaso das autoridades brasileiras sobre o rompimento da barragem Samarco em Mariana, Minas Gerais. O episódio ficou conhecido como o maior desastre ambiental do Brasil, no entanto, cerca de três anos depois, ocorreu outra ruptura na barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais. Portanto, evidência-se que o desejo por capital juntamente com a negligência trouxeram graves consequências ao meio ambiente e as pessoas que residiam no local.
A princípio, cabe destacar que a Samarco e a Vale se preocuparam apenas em acumular capital. O filme Tempos Modernos, retrata uma empresa desesperada em busca de lucros, sem qualquer preocupação com os trabalhadores e o meio ambiente. Analogicamente, foi isso que aconteceu com as empregadoras donas das represas. A jornada de trabalho estabelecida pela Reforma Trabalhista era cumprida, contudo, elas não se preocuparam com as consequências de um eventual rompimento. Todavia, a fanda aconteceu e, no caso de Brumadinho, levou cerca de 230 pessoas inocentes à óbito, além de matar centenas de animais indefesos, plantas e deixar o ambiente contaminado por rejeitos de minério.
Em segunda análise, é importante ressaltar que a represa da Vale estava desativada e a fiscalização dela raramente acontecia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o local não era monitorado porque o número de profissionais não é suficiente para realizar vistorias periódicas. Ademais, de acordo com ele, os equipamentos utilizados não são o mais sofisticados, por consequência, o tempo para realizar o policiamento se torna maior. Sob essa ótica, observa-se que ocorreu um negligenciamento por parte do Estado, o qual, resultou em sérios danos aos ecossistemas da região e aos indivíduos que habitavam o local. Assim sendo, a tragédia poderia ser evitada se houvessem inspeções regulares na barragem.
Destarte, observa-se que ocorreu um sucateamento na fiscalização das estruturas das barragens. Nesse contexto, urge que o Ministério do Meio Ambiente, faça a capacitação de profissionais, por meio de aulas práticas e a distância e depois os contratem. A divulgação dos cursos deve ser realizada por mídias sociais e também por propagandas na TV, assim o máximo de pessoas serão informadas e poderá ser escolhido os melhores profissionais para um trabalho de tamanha importância. Outrossim, a Samarco e a Vale devem comprar equipamentos modernos e entregar ao Ministério do Meio Ambiente. Logo, com a adoção dessas medidas a policiamento das barragens poderá ser realizado regularmente e mais rapidamente. Além disso, livros como O Desastre em Mariana não serão mais escritos.