Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 26/09/2019
Segundo o líder pacifista indiano Mahatma Gandhi, a natureza pode suprir todas as necessidades do homem, exceto sua ganância. Consoante ao pensamento de Gandhi, hodiernamente, verifica-se que os desastres ambientais, na maioria das vezes, estão associados às necessidades de mercado, como por exemplo, o ocorrido em janeiro de 2019 em Brumadinho(MG).
Convém ressaltar que a maior parte da culpa pelo ocorrido deve-se ao Estado e a Vale, já que a cidade estava classificada em zona de atenção e a mineradora te, por obrigação assegurar a estabilidade das barragens e das demais estruturas de mineração. Ademais, o que torna a situação ainda mais preocupante é que mesmo com o rompimento da barragem em Mariana(MG) em 2015, ainda não se tem uma estruturas de fiscalização e segurança eficazes nas barragens.
Destarte, com o rompimento da barragem em Brumadinho houveram também os impactos ambientais, visto que a lama se espalhou rapidamente e poluiu rios, matou vegetação e também animais da região. Além disso, a maior consequência foi a tragédia humana, com cerca de 248 mortos.
Portanto, faz-se necessário por parte do Estado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, maior fiscalização das barragens de rejeitos, como por exemplo, com visitas mais frequentes a estas áreas com intuito de averiguar a real situação destas. Cabe também a tais órgãos, reforços no sistema de emergência das sirenes, para avisar a longo prazo à população acerca do que pode ocorrer, conduzindo as pessoas para locais seguros. Convém a Companhia Vale, pagamento de multas às famílias das vítimas, com o fito de ressarci-los, pelo menos materialmente, pelo crime ambiental.