Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 15/11/2019

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o inverso do que o autor prega, uma vez que episódios de crimes ambientais e desastres como Brumadinho apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto não só do descaso governamental, mas também da ausência de fiscalização em grandes obras ambientais.

Precipuamente, é fulcral expor que tais catástrofes como de Brumadinho derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências.Segundo o pensador Thomas Hobbes, é dever do estado garantir o bem-estar populacional,todavia, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de ação das autoridades grandes empresas como a Vale continuam atuando de forma irregular sem receber as devidas punições e restrições, se mantendo intocáveis até o momento em que desastres como da barragem de Brumadinho ocorrem, destruindo a natureza e famílias da região.

Além disso, cabe ainda ressaltar que a fiscalização da corrupção e de crimes ambientais é imprescindível para o desenvolvimento de uma nação. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, conforme dados do FMI, seria racional acreditar que o Brasil age de forma intensiva para identificar e punir pessoas ou empresas que ameaçam o bem comum. Porém, a ralidade é justamente o oposto e  o resultado desse contraste é claramente refletido na vasta quantidade de casos de crimes ambientais no brasil. De acordo com o inventor Bill Gates, a forma como se adquire e usa informação decretam vitórias ou derrotas. Nessa perspectiva, é inegável que o Brasil vem sofrendo uma derrota para os infratores ambientais, já que muitos desses não são localizados e sofrem as devidas punições

Infere-se, portanto, que o Estado deve adotar medidas para solucionar o impasse. Dessa forma, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente invista em peso na fiscalização de grandes corporações que possuam projetos que utilizem de recursos ambientais, como barragens, indústrias em áreas florestadas, por meio da integração de um sistema de monitoramento de dados interligado por toda a nação, o qual identifica variações de calor para identificar queimadas, na mesma medida em que propõe avaliação mensal para obras, a fim de identificar riscos de possíveis desastres. Desse modo, será possível reduzir a incidência de crimes e desastres naturais,e o Brasil poderá açcançar a Utopia de More.