Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 07/02/2020

Após 4 anos do rompimento da barragem de Mariana, em janeiro de 2019 ocorreu um incidente semelhante em Brumadinho. Lama e rejeitos tóxicos advindos da mineração na Mina do Córrego do Feijão inundaram as instalações da empresa Vale e também comunidades próximas, trazendo assim uma enorme perda ambiental, com a contaminação posterior do Rio Paraopeba que tinha grande importância social, cultural e econômica, deixando dezenas de mortos. Perante essa situação, a negligência do Estado se mostra uma necessidade de discussão do tema, afinal, ate aonde o lucro vale mais do que a integridade humana?

Primeiramente é importante mencionar um documento revelado pela agência de notícias Reuters, a barragem tinha quase o dobro de rejeitos do que seria permitido pela politica de segurança da própria Vale, evidenciando a negligência da própria empresa  com a vida dos funcionários e terceiros que seriam atingidos por um eventual acidente que possa ocorrer nas barragens em prol da produtividade e lucros da empresa." O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo" - Albert Schweitzer

Posteriormente, também é necessário mencionar a ANA ( agência nacional de águas), que tem por função fiscalizar as barragens, estabelecendo critérios para a segurança que devem ser adotados pelas empresas que constroem barragens, entretanto, por dados recentes da própria ANA, menos de 18% das barragens cumprem 1 das muitas normas de segurança.Tais mediadas são um reflexo do desdem do poder publico com a fiscalização  das empresas não só de mineração, mas detentoras de barragens no geral.

Concluindo, a partir das premissas apresentadas anteriormente, é necessário que algumas medidas sejam tomadas, como a revisão das politicas de segurança das empresas que tratam da fiscalização e construção das barragens de rejeitos, possibilitando assim a identificação de barragens propensas a acidentes.Alem disso, uma campanha publica de conscientização a respeito dos atuais dados da ANA, fazendo com que haja uma pressão popular sobre as empresas para o cumprimento da legislação.Assim então poderá haver uma conciliação entre desenvolvimento e respeito a vida como Schweitzer idealizava.