Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 27/05/2020
O documentário estadunidense " A Última Hora " demonstra tragédias causadas pela humanidade que assolam o planeta cotidianamente e como o ecossistema sofre com essas ações antrópicas.Infelizmente,a narrativa não destoa da realidade brasileira visto que é recorrente desastres ambientais no Brasil, como o de Brumadinho que acabou com muitas vidas.Desse modo, a falta de consciência ambiental e social das mineradoras é um problema que há de ser revertido a fim de previnir más consequências futuras.
De fato é importante denotar que a negligência estatal é um entrave haja vista que faltou fiscalização das barragens de rejeitos ( como as das cidades de Mariana e Brumadinho) que anteriormente já haviam sido consideradas de risco. Isso ocorre devido a pressão exercida pela indústria da mineração sobre políticos e órgãos públicos, conhecida como “lobby” para garantir que os interesses das empresas do setor prevaleçam sobre a proteção ao meio ambiente e os direitos das populações locais.Porém, como já dizia Carlos Drummond de Andrade " O rio é doce, a vale amarga" assim,é verificado que as mineradoras priorizam a economia e se esquecem dos graves impactos ambientais, sociais e econômicos. Nesse sentido, é necessário a reversão deste quadro.
Por conseguinte, essa despreocupação com o espaço geográfico e com o ecossistema causam graves concussões a longo prazo.Diante o rompimento das barragens, várias bacias hidrográficas foram poluídas por metais pesados como : ferro, manganês, arcênio,entre outros.Em virtude disso, muitas espécies estão em extinção, devido a bioacumulação desses metais, a qual prejudica a teia alimentar, já que os animais não conseguem metabolizar esses rejeitos e os acumulam no organismo. Outrossim, de acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, foram contabilizadas 259 mortes no rompimento da barragem de Brumadinho, sendo que algumas pessoas ainda não foram identificadas.E não só mortes como pessoas que perderam a moradia e o trabalho foram vítimas desse desastre.Contudo, é verídico que vidas foram destruídas e extintas (não só uma vez) por ignorância das mineradoras.
Portanto, são necessários subterfúgios para amenizar essa inercial problemática. Urge que o Ministério do Meio Ambiente junto com Ministério Público diminua a reincidência dos crimes ambientais por meio de projetos de leis que busquem a fiscalização dos serviços minerais e pagamento de multas graves ao não comprimento dessas.Isso será feito com a Defesa Civil exigindo previsões frequentes das situações das barragens e afastamento das regiões residenciais das extrações de minérios.Assim, busca-se a preservação do ambiente e uma sociedade brasileira protegida de impactos circunstanciais.