Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 27/05/2020
Através da obra “Utopia” do filósofo inglês Thomas More, observa-se uma sociedade perfeita, marcada pela ausência de conflitos, inclusiva e sustentável. Contrária a essa obra, no Brasil é evidenciado uma série de desastres e crimes ambientais com destaque a tragédia de Brumadinho, que traz consequências para o meio ambiente, saúde e vida ; essa triste realidade ocorre seja por falta de fiscalização governamental, seja pelo lucro exagerado das empresas envolvidas.
Sob esse viés, é útil mencionar a falta de fiscalização governamental com a perpetuação desses desastres ambientais. Dessa maneira, de acordo com pesquisas realizadas pelo G1, no Brasil existe mais de 20.000 barragens, mas apenas 780 barragens foram fiscalizadas nos anos anteriores, além disso, no que diz respeito à segurança, 723 estão classificadas como “alto risco”. Logo, fica evidente que é necessário a inspeção em todas as estruturas presentes em território nacional que ofereçam algum problema para o ecossistema e vida humana da região caso ocorra alguma adversidade estrutural.
Ademais, é importante informar o lucro exagerado das empresas envolvidas com a permanência de catástrofes ambientais. Dessa forma, a política ambientalista brasileira não é uma surpresa, pois , segundo o blog Poletize é relatado os desvios de verbas e gastos indevidos, os quais eram para ser repassados para o meio ambiente, saúde e segurança. Desse modo, se as leis existentes fossem estritamente seguidas pelos grandes empresários atuantes em áreas com vegetação, desastres seriam evitados, porém, as leis não são utilizadas devido a ganância financeira presente em grandes corporações que visam ao máximo lucro.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Meio Ambiente criar medidas para serem aplicadas em todas áreas ambientais, preservando ao uso sustentável dos recursos ambientais, que promovam palestras e reuniões a respeito da importância de cumprir as normas e que advirtam as empresas sobre o risco que a sociedade corre, sugerindo a criar o hábito de pensar no próximo acima do lucro, por meio de divulgações nas redes sociais - uma vez que ações coletivas têm imenso poder transformador -, a fim de que assim diminua as tragédias ambientais.